Pinheiros Concentra 40% da Absorção de Escritórios de Alto Padrão em São Paulo

Pinheiros concentrou 41% da absorção líquida de escritórios de alto padrão em São Paulo no terceiro trimestre de 2026, segundo levantamento da Newmark. O bairro liderou o resultado entre as regiões analisadas.

A consultoria registrou 118 mil metros quadrados de absorção líquida na cidade no período, o maior resultado trimestral do ano. Os dados mostram a força da procura por espaços corporativos de alto padrão.

Além de Pinheiros, Berrini, Chácara Santo Antônio, Barra Funda e Marginal Pinheiros tiveram saldo positivo no trimestre. De janeiro a setembro de 2026, a absorção líquida acumulada em São Paulo superou a média anual registrada pela Newmark.

escritórios de alto padrão em São Paulo

A movimentação ocorre em um mercado que também teve entregas de novos edifícios no terceiro trimestre de 2026. O levantamento aborda a vacância, os preços pedidos de locação e a retomada de estudos para novos projetos corporativos.

Pinheiros lidera absorção e concentra saldo em cinco regiões

Em Pinheiros, a absorção líquida foi de 49 mil metros quadrados no terceiro trimestre de 2026. Berrini registrou 16 mil metros quadrados, seguida por Chácara Santo Antônio, com 14 mil, Barra Funda, com 12 mil, e Marginal Pinheiros, com 10 mil, segundo a Newmark.

As cinco regiões reuniram 86% do saldo trimestral. Entre os demais mercados com resultado positivo, Vila Olímpia contabilizou 7 mil metros quadrados e a Paulista, 5 mil; Faria Lima e JK registraram 3 mil metros quadrados cada.



Os volumes menores em Vila Olímpia, Paulista, Faria Lima e JK são atribuídos pela Newmark à escassez de espaços vagos nessas áreas. No conjunto dos escritórios de alto padrão em São Paulo, os edifícios dessa categoria responderam por cerca de 75 mil metros quadrados absorvidos, equivalentes a 63% do total do trimestre.

Vacância, aluguéis e oferta futura de escritórios em São Paulo

A taxa média de vacância chegou a 14,8% no terceiro trimestre de 2026, alta de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Apesar desse avanço trimestral, a queda acumulada em 12 meses foi de 2,5 pontos percentuais, conforme os dados da Newmark.

A elevação da vacância ocorreu após a entrega de 176 mil metros quadrados de novos espaços, mais de três vezes o volume registrado no segundo trimestre. Com esses empreendimentos, o estoque de alto padrão cresceu 3%, alcançando 6,1 milhões de metros quadrados.

A absorção líquida correspondeu a cerca de dois terços da nova oferta, e a Newmark relaciona esse resultado ao fato de que os espaços entregues já estavam pré-locados. O preço médio pedido para locação na cidade atingiu R$ 131,3 por metro quadrado ao mês, avanço de 2,5% ante o trimestre anterior e de 15% em 12 meses; nos edifícios de alto padrão do distrito central de negócios, a média foi de R$ 183,8.

Mariana Hanania, head de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Newmark, afirmou que empresas com planos de expansão ou mudança nos próximos dois anos devem antecipar decisões, diante da redução de áreas vagas em Pinheiros, JK, Itaim e Paulista e da falta de oferta nova relevante prevista. A consultoria informa que há poucas entregas projetadas entre 2027 e 2029; por isso, incorporadoras voltaram a buscar terrenos e estudar edifícios maiores, sobretudo em Pinheiros, Itaim e na região da Rebouças, onde há pouca área disponível.



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