Evinha apresenta no Sesc Pinheiros um espetáculo que percorre diferentes momentos de sua carreira e aproxima gerações musicais. Segundo a programação do Sesc São Paulo, o show combina sucessos históricos e novas conexões com a música contemporânea.
A trajetória da cantora começou aos oito anos, quando se juntou aos irmãos Mário e Regina para formar o Trio Esperança. O grupo ganhou projeção com canções como “Festa do Bolinha”, “Filme Triste” e “Passo do Elefantinho”.
A apresentação integra o Festival Sesc Culturas Negras, na unidade Pinheiros. De acordo com a programação do Sesc São Paulo, a venda online começa em 3 de novembro, às 17h, e a venda nas bilheterias, em 4 de novembro, também às 17h.

O repertório põe em diálogo a história do Trio Esperança e a circulação recente de gravações de Evinha entre novos públicos. No palco, ela será acompanhada por cinco músicos e terá a participação dos irmãos Mário e Marizinha.
Do Trio Esperança à carreira internacional de Evinha
Segundo a programação do Sesc São Paulo, Evinha iniciou a carreira solo em 1969 com “Casaco Marrom”. Depois, incorporou ao repertório canções como Teletema, Como Vai Você? e Cantiga por Luciana.
Com Cantiga por Luciana, a cantora venceu o IV Festival Internacional da Canção Popular. A conquista consolidou seu nome entre as vozes de sua geração, de acordo com a programação.
Em 1978, Evinha se casou com o maestro francês Gérard Gambus e passou a morar na França, onde vive há mais de quatro décadas. Durante cerca de 20 anos, fez turnês por diversos países ao lado das irmãs Regina e Mariza, em uma nova formação do Trio Esperança produzida por Gambus; o trabalho recebeu prêmios e discos de ouro.
A programação também destaca Goldherança, espetáculo criado em 2007 que reuniu os sete irmãos da família Corrêa: os Golden Boys, Evinha e o Trio Esperança. O projeto narra a história musical da família e segue em circulação pelo Brasil.
Releituras contemporâneas e encontro musical no palco
Entre os trabalhos posteriores, Evinha e Gérard Gambus lançaram Uma Voz, um Piano em 2016, com arranjos intimistas que valorizam a interpretação. Em 2020, retomaram o formato em um álbum gravado em Paris e dedicado ao repertório de Guilherme Arantes, conforme a programação do Sesc São Paulo.
Em 2024, o rapper britânico Songer lançou uma música baseada em Encontro, aproximando a gravação de Evinha de novos ouvintes. A programação descreve esse lançamento como uma conexão entre o repertório da cantora e artistas de gerações mais recentes.
No início de 2025, BK’ incorporou trechos da voz de Evinha em duas faixas de Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer: Esperar pra Ver, em Cacos de Vidro, e Só Quero, na faixa de mesmo nome. Segundo a programação, as releituras levaram gravações dos anos 1970 a novos ouvintes e ampliaram sua circulação nas plataformas de streaming.


