Descarga elétrica em Pinheiros: vítima segue grave na UTI

Letícia Caroline dos Santos, de 33 anos, está consciente e permanece em estado grave na UTI do Hospital das Clínicas, após ser atingida por uma descarga elétrica em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. A família informou a melhora na noite de 1º de novembro de 2026.

O acidente ocorreu em 30 de outubro, na Rua Teodoro Sampaio, quando um cabo de alta tensão se rompeu e caiu perto de Letícia. Conforme o boletim de ocorrência, o arco elétrico atingiu a mulher, embora o fio não tenha tocado diretamente nela.

Os familiares contestam a informação da Enel São Paulo de que a empresa mantém contato diário e oferece apoio. Por meio do advogado Márcio Santos da Silva, a família afirma que houve apenas uma abordagem no hospital por uma pessoa enviada pela concessionária.

A Polícia Civil solicitou perícia no local para investigar as circunstâncias da queda do cabo. A apuração também envolve a assistência prestada à família e a identificação de eventuais responsabilidades pelo acidente.

Estado de saúde de Letícia e divergência sobre contato da Enel

Apesar de estar consciente, Letícia ainda está em estado grave e, segundo informações divulgadas pela família, deve começar a respirar sem aparelhos. Ela permanece na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital das Clínicas.

A vítima também aguarda a avaliação da equipe de cirurgia plástica, que deve emitir um laudo sobre a extensão das queimaduras provocadas pela descarga elétrica em Pinheiros. A família não divulgou detalhes sobre o resultado dessa análise.

O advogado Márcio Santos da Silva afirmou que a única abordagem da concessionária ocorreu no hospital, por meio de uma pessoa enviada pela empresa, que procurou a mãe de Letícia após combinar o acesso com o advogado. Segundo ele, o hospital não autorizou que essa pessoa obtivesse informações sobre a paciente, e os familiares disseram que seriam os responsáveis por repassá-las.



A versão da família diverge da nota da Enel São Paulo, segundo a qual representantes da empresa mantêm contato diário com os parentes para acompanhar a saúde da vítima e oferecer apoio. A concessionária também informou que a família indicou um advogado para intermediar as conversas e que apura as circunstâncias do acidente.

Acidente na Rua Teodoro Sampaio e investigação das causas

Uma testemunha contou à polícia que ouviu um forte estrondo vindo de um poste e, em seguida, viu um clarão antes de o cabo cair. O relato foi registrado no boletim de ocorrência sobre o acidente.

Uma equipe de apoio de um edifício em frente ao local, formada por um médico e uma enfermeira, prestou os primeiros socorros. Policiais militares foram ao Hospital das Clínicas para identificar Letícia e colher seu depoimento, mas não conseguiram ouvi-la porque ela estava inconsciente e recebia atendimento médico.

A Polícia Civil solicitou uma perícia no local para apurar as circunstâncias do caso. A assessoria jurídica da família acompanha o inquérito e aguarda os resultados da investigação para identificar as causas do rompimento do cabo e eventuais responsabilidades.

A defesa também citou o artigo 37, parágrafo 6º, da Constituição Federal, que prevê a responsabilidade objetiva das concessionárias de serviços públicos por danos causados a terceiros. Os familiares afirmaram confiar nas instituições e pediram uma investigação rigorosa, transparente e rápida; segundo a nota da família, a prioridade é a recuperação de Letícia.



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